O saber fluxo, o trabalho-transação de conhecimentos, as
novas tecnologias de inteligência individual e coletiva modificam profundamente
os dados do problema de educação e de formação. ( Pierre Lévy, 1999)
Ao
ler os textos Think Different: Estilo de vida digitais e a cibercultura como
expressão cultural" de Erick Felinto; Subculturas e Ciberculturas: Para
uma genealogia das identidades de um campo de Adriana Amaral e Os espaços
líquidos da cibermídia de Lucia Santaella, fui me dando conta de como o avanço tecnológico trouxe novos desafios para
o indivíduo que precisa aprender a interagir com os equipamentos tecnológicos tão
presentes na atual sociedade, denominada de Sociedade da Informação e da
Comunicação.
Percebemos
que a tecnologia tem interferido e modificado de maneira cada vez mais rápida
os hábitos, valores, linguagens e as relações humanas em todos os espaços.
No cotidiano escolar não
tem sido diferente! O mundo contemporâneo avança em ritmo acelerado e a escola
não poderia ficar alheia a essas mudanças. Sabemos que na educação as mudanças ocorrem em
velocidade menor, porém a cultura da internet tem imposto sua presença menos
diante da negação de alguns agentes educacionais.
Como
fica o professor do século XXI diante dessa nova configuração da escola diante
cultura da internet? Essa pergunta nos leva a reconhecer a importância da
formação continuada deste educador para que as tecnologias sejam de fato
integradas ao conteúdo desenvolvido e não consideradas apenas como instrumentos
auxiliares.
O
que tenho percebido é que o novo contexto educacional tem exigido do professor
uma mudança em sua prática pedagógica, pois com a chegada dos recursos tecnológicos
às escolas as formas de ensinar não podem continuar as mesmas, não adianta mais
tentar negar a presença das novas tecnologias. A cultura escolar vem sofrendo
alterações, os alunos dominam esse recurso, faz parte deles. É preciso
compreender as mudanças para que ela contribua de maneira positiva no dia a dia
das escolas. Diante disso, o grande desafio do professor é aprender como usar
pedagogicamente as mídias, é entender e se apropriar dessa nova linguagem que
invade esse espaço marcado pela solidez.
Torna-se
urgente que a escola incorpore ao seu fazer pedagógico as diferentes linguagens
que estão postas no mundo, pois quanto mais abre para o aluno a possibilidade
do acesso a essas linguagens, mais o seu universo cultural se ampliará.
Não concordo com tudo da net, mas acho sim importante o seu uso na educação.
ResponderExcluirA escola não pode/ nao tem como ficar fora desse movimento , uma vez que os alunos são usuários nativos dessa ferramenta.
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