terça-feira, 29 de outubro de 2013

                                                   Novos saberes para educação


 

Estamos diante de um novo século, com uma nova sociedade, a sociedade da informação, com novo formato de receber e transmitir informação, e de uma busca interminável de conhecimento. As pessoas hoje em dia, têm acesso ao mundo e as suas tradições culturais, com muito mais eficácia e rapidez fazendo com que o que o hoje seja uma novidade, agora já não seja mais! Um click é o bastante para dialogar com diversos saberes em diversos formatos.

As novas tecnologias da informação têm impacto significativo nas transformações culturais da atualidade, o acúmulo de informação, a velocidade na transmissão, a superação das limitações espaciais, a utilização de multimídia leva a modificação de conceitos básicos de tempo e espaço, em que até a noção de realidade começa a ser repensada diante da possibilidade da realidade virtual.
Tudo isso nos leva a pensar no espaço escolar. Como fica a escola, ponto de solidez, diante da velocidade de informação vivida pela sociedade atual? Como se (re) configura o ato de aprender e de ensinar diante dessas mudanças? Como promover a leitura de acordo com as novas atividades culturais? Parece ser simples à escola dançar essa música, mas ainda não acertamos o ritmo.

Nunca tivemos tantas alterações no cotidiano, mediadas por múltiplas e sofisticadas tecnologias. Essas alterações estão presentes na escola alterando o seu cotidiano. Como estamos (re)agindo? Essas mudanças exigem ressignificar esse espaço marcado pela regra, pela norma, pela rigidez, pela marcação do espaço e do tempo entendo que vivemos hoje numa rede de cooperação modificada pelo uso da tecnologia possibilitando ao estudante o papel de protagonista do seu aprendizado.

Assim, a escola defronta-se com o desafio de trazer para seu contexto as informações presentes nas tecnologias e as próprias ferramentas tecnológicas, articulando-as com os conhecimentos escolares.

domingo, 20 de outubro de 2013

Cibercultur@: implicAções na esfera escolar








O saber fluxo, o trabalho-transação de conhecimentos, as novas tecnologias de inteligência individual e coletiva modificam profundamente os dados do problema de educação e de formação. ( Pierre Lévy, 1999)

Ao ler os textos Think Different: Estilo de vida digitais e a cibercultura como expressão cultural" de Erick Felinto; Subculturas e Ciberculturas: Para uma genealogia das identidades de um campo de Adriana Amaral e Os espaços líquidos da cibermídia de Lucia Santaella, fui me dando conta de como o  avanço tecnológico trouxe novos desafios para o indivíduo que precisa aprender a interagir com os equipamentos tecnológicos tão presentes na atual sociedade, denominada de Sociedade da Informação e da Comunicação.
Percebemos que a tecnologia tem interferido e modificado de maneira cada vez mais rápida os hábitos, valores, linguagens e as relações humanas em todos os espaços. No cotidiano escolar não tem sido diferente! O mundo contemporâneo avança em ritmo acelerado e a escola não poderia ficar alheia a essas mudanças. Sabemos que na educação as mudanças ocorrem em velocidade menor, porém a cultura da internet tem imposto sua presença menos diante da negação de alguns agentes educacionais.
Como fica o professor do século XXI diante dessa nova configuração da escola diante cultura da internet? Essa pergunta nos leva a reconhecer a importância da formação continuada deste educador para que as tecnologias sejam de fato integradas ao conteúdo desenvolvido e não consideradas apenas como instrumentos auxiliares.

O que tenho percebido é que o novo contexto educacional tem exigido do professor uma mudança em sua prática pedagógica, pois com a chegada dos recursos tecnológicos às escolas as formas de ensinar não podem continuar as mesmas, não adianta mais tentar negar a presença das novas tecnologias. A cultura escolar vem sofrendo alterações, os alunos dominam esse recurso, faz parte deles. É preciso compreender as mudanças para que ela contribua de maneira positiva no dia a dia das escolas. Diante disso, o grande desafio do professor é aprender como usar pedagogicamente as mídias, é entender e se apropriar dessa nova linguagem que invade esse espaço marcado pela solidez.


Torna-se urgente que a escola incorpore ao seu fazer pedagógico as diferentes linguagens que estão postas no mundo, pois quanto mais abre para o aluno a possibilidade do acesso a essas linguagens, mais o seu universo cultural se ampliará. 

domingo, 13 de outubro de 2013

 
A leitura do texto Modernidade líquida de Bauman, me fez pensar sobre o espaço escolar. Pensar sobre as modificações constantes pelas quais a escola, espaço marcado pela solidez, tem sofrido  diante do advento da modernidade líquida. Quais mudanças esse advento tem produzido nas Unidades de Ensino? Como se insere diante da modernidade líquida?Como o tempo e o espaço existem hoje nesse lugar?
Temos um sistema educacional resistente a mudança, espaço que faz um exercício diário para manter-se sólido por meio de suas normas e punições com o objetivo de manter a ordem.  
A mudança é vista como algo que deve ser evitado, um problema que deve ser resolvido o quanto antes em nome da ordem. No entanto, a tentativa de barrar o novo, de resistir as mudanças presentes na sociedade é trazida pelos alunos que transitam facilmente nessa sociedade fluída. Nesse momento, o sistema escolar é abalado, suas estruturas racham gerando um crise de identidade, o que obriga as instituições a (re) pensarem a escola dentro do contexto da modernidade.