quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

EXCLUIR PARA INCLUIR: lógica do capital

A consciência ingênua, de que nos fala Paulo Freire, é algo realmente desprezível!! Hoje, diante de tantos diálogos estabelecidos com professores e colegas, nesse pouco tempo de aluna da UFBA, vejo o quanto ingênuo era (espero estar mais esperta, mais crítica) o meu olhar/ agir diante dos fatos, da realidade, das questões sociais. E agora me pergunto:  Que diabos de professora era/sou eu????? A minha ação pedagógica conduzia meus alunos e colegas professores a que??? Que prática, que ensino era esse??? (ainda bem que tenho pouco tempo de trabalho, rs) Certamente o que, ainda que de maneira inconsciente, reproduzia  o discurso perverso do capitalismo e pior, reforçava a sua lógica, individualizando os problemas sociais que hj, sei, são de ordem coletiva, do social!!!

Assim, a cada aula me sinto diante do filme MATRIX


Quem são os excluídos?? Excluídos de que? De consumir... Consumir informação????

Essa discussão sobre inclusão foi difícil de digerir. “Especialista” em Educ. Especial incorporei e reproduzi ingênua  e rapidamente o discurso feito um patinho qdo cai na lagoa.


A casa caiu!!!! A palavra mágica INCLUIR foi (re) elaborada no meu entendimento. Hoje, saindo da consciência ingênua para curiosidade epistemológica, percebo sua incoscitência, suas ambiguidades e o que é mais precioso: percebo que o que necessitamos não é incluir o sujeito, adaptá-lo, moldá-lo, formatá-lo com o discurso inclusivo de salvação das mazelas sociais que se mantém através da lógica dual exclusão x inclusão, mas modifica-lo, transformá-lo e criar alternativas, estratégias que possibilitem aos indivíduos se constituírem como seres autônomos.

Partindo desse princípio, fica fácil entender que democratizar o acesso ao uso dos recurso tecnológicos, treinas pessoas para o uso desses recursos não é suficiente para vivermos a cultura digital.


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