EXCLUIR PARA INCLUIR: lógica do capital
A consciência ingênua, de que nos fala Paulo Freire,
é algo realmente desprezível!! Hoje, diante de tantos diálogos estabelecidos
com professores e colegas, nesse pouco tempo de aluna da UFBA, vejo o quanto
ingênuo era (espero estar mais esperta, mais crítica) o meu olhar/ agir diante
dos fatos, da realidade, das questões sociais. E agora me pergunto: Que diabos de professora era/sou eu????? A
minha ação pedagógica conduzia meus alunos e colegas professores a que??? Que
prática, que ensino era esse??? (ainda bem que tenho pouco tempo de trabalho, rs)
Certamente o que, ainda que de maneira inconsciente, reproduzia o discurso perverso do capitalismo e pior,
reforçava a sua lógica, individualizando os problemas sociais que hj, sei, são
de ordem coletiva, do social!!!
Assim, a cada aula me sinto diante do filme MATRIX
Quem são os excluídos?? Excluídos
de que? De consumir... Consumir informação????
Essa discussão sobre inclusão foi
difícil de digerir. “Especialista” em Educ. Especial incorporei e reproduzi ingênua
e rapidamente o discurso feito um patinho qdo cai na lagoa.
A casa caiu!!!! A palavra mágica
INCLUIR foi (re) elaborada no meu entendimento. Hoje, saindo da consciência
ingênua para curiosidade epistemológica, percebo sua incoscitência, suas
ambiguidades e o que é mais precioso: percebo que o que necessitamos não é
incluir o sujeito, adaptá-lo, moldá-lo, formatá-lo com o discurso inclusivo de
salvação das mazelas sociais que se mantém através da lógica dual exclusão x
inclusão, mas modifica-lo, transformá-lo e criar alternativas, estratégias que
possibilitem aos indivíduos se constituírem como seres autônomos.
Partindo desse princípio, fica
fácil entender que democratizar o acesso ao uso dos recurso tecnológicos,
treinas pessoas para o uso desses recursos não é suficiente para vivermos a cultura
digital.

